Bengalas, Muletas e andadores: Qual o melhor?
Você já reparou se o seu pai, sua mãe ou seus avós começaram a caminhar apoiando as mãos nos móveis, pelas paredes ou demonstrando certa insegurança ao dar os primeiros passos?
Com o passar dos anos, é comum que a força muscular e o equilíbrio sofram alterações. Nesses momentos, a indicação de um dispositivo de auxílio à marcha — como bengalas e andadores — surge não como uma "limitação", mas sim como um passaporte para a independência e a segurança.
No entanto, comprar uma bengala em qualquer farmácia ou usar um andador emprestado sem orientação pode trazer mais riscos do que benefícios. No artigo de hoje, vamos entender quando esses dispositivos são necessários, como vencer a resistência emocional e o passo a passo para usar e ajustar cada tipo de equipamento.
O que são Dispositivos de Auxílio à Marcha?
As bengalas, andadores e muletas fazem parte da chamada Tecnologia Assistiva. Elas englobam recursos e estratégias projetados para promover a funcionalidade, a autonomia e a inclusão social do indivíduo.
Esses equipamentos auxiliam na ampliação da base de apoio e na redistribuição do peso corporal, reduzindo a sobrecarga nas articulações dos membros inferiores e no tronco.
💡 Você sabia? O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente dispositivos de auxílio à marcha mediante prescrição e avaliação profissional em redes de atenção à saúde e centros de reabilitação.
Sinais de Alerta: Quando considerar o uso?
O envelhecimento é heterogêneo, o que significa que nem todo idoso precisará de um apoio. Contudo, alguns sinais exigem a nossa atenção:
Instabilidade ao caminhar: Passos hesitantes, tropeços frequentes e a necessidade constante de se apoiar em paredes ou móveis.
Histórico de quedas: Mesmo que tenha sido uma queda isolada dentro de casa, ela é um grande sinal de alerta.
Surgimento da "Ptofobia": O medo excessivo de cair. Por medo, a pessoa passa a evitar sair de casa ou caminhar, o que acelera a perda de força muscular.
Dificuldade em tarefas simples: Cansaço excessivo ou dificuldade extrema para levantar da cadeira, subir degraus ou mudar de direção.
Pós-operatório e recuperação: Uso temporário após cirurgias ortopédicas (como próteses de quadril ou joelho) ou longos períodos de internação.